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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Jamais vou te esquecer



Se a brisa da manhã tocar o teu rosto e
num gracejo fogoso fizer teus cabelos brincar,
saiba que é um carinho meu,
que sem querer dizer adeus,
pedi ao vento para te entregar...


Se ao andar pelas matas sentir o cheiro da vida, de folhas secas e
molhadas, perfume de flores,
pode ser jasmim ou qualquer coisa assim, é
ainda a minha mensagem que vai com o meu perfume,
para você jamais esquecer
de mim...


Ao ouvir o barulho de água cristalina,
limpa, pura, vai te lembrar minhas
loucuras tentando te conquistar.
Uma cachoeira encantada vai te lembrar minha risada,
quando eu só existia para te amar...

E ao ouvir pássaros cantando,
em alguns galhos namorando,
recordará algumas
canções que a gente escutava baixinho,
jogados em qualquer cantinho,
deixando a canção dizer o que havia em nossos corações...


Se uma gota de orvalho atrevida em tua face pingar
e mais uma outra, ainda
insistente, cair, é apenas uma lágrima que escorregou,
é essa imensa
saudade a me consumir...


E, ao cair da tarde, quando tudo for silêncio,
olhe para o horizonte , escuta quando a noite chegar.
A mesma estrela vai te dizer
que, mesmo que nunca mais te encontre,
eu jamais vou te esquecer.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gavetas do tempo



Hoje resolvi abrir as gavetas do tempo.
Deparei com pilhas de recordações,
muitas delas nem ao menos me lembrava.

Era como se a vida me perguntasse
por onde andei.

A cada laço que desatava, meu passado
tornava-se cada vez mais presente.
Fotos antigas, amareladas, de pessoas
a quem tanto amei, momentos vividos
que ficaram eternizados....quanta saudade.

Estava ali, meu primeiro diário,
meu amigo, confidente, quantos
sonhos, projetos.
Ao virar uma página encontrei
a primeira rosa que ganhei....
Da mesma maneira que a coloquei,
tantos anos ali, presa entre duas
folhas de papel, sem vida, sem cor,
mas ainda lhe resta um leve perfume.

Encontrei também várias cartas de amor,
algumas que nunca li,
outras que li e reli tantas vezes,
que as letras estão apagadas
pelas lágrimas que derramei sobre elas.

Diante daquelas gavetas do tempo
vi toda minha vida passar,
planos não realizados, amores frustrados.

Sonhos de menina que a mulher
não concretizou.
Peço perdão a criança que
deixou de sonhar....

A ponte do castelo
vai subir.......
preciso me despedir.

domingo, 8 de maio de 2011

Aniversário do Devaneios...01 aninho de vida

Selinho de aniversário de um aninho do Devaneios, ficarei muito feliz se você levar.


Olá queridos amigos, o Devaneios está comemorando um aninho de vida, 200 seguidores e 35.000 visitas. Tudo começou quando minha amiga e madrinha deste blog Sueli Benko, me disse que tinha um blog http://fenixando.blogspot.com., entrei para conhecer e me apaixonei.
Disse a ela, tenho algumas coisas escritas que já estão até amareladas pelo tempo, acho que vou fazer um blog também. Tive seu apoio imediatamente, apresentou-me em seu blog e foi minha primeira seguidora, fiquei tão feliz, quando vi seu comentário em minha primeira postagem.
Queridos amigos, um ano se passou, fiz 200 novos amigos, tive o prazer de ter 35.000
visitas e tive o prazer de compartilhar com vocês minhas emoções, alegrias, dúvidas, algumas tristezas "detalhes de uma vida, histórias que eu contei aqui".
Só me resta agradecer a cada um de vocês que visitam e comentam o Devaneios, obrigada pelo carinho, pelo amor que tem demonstrado por mim e meu bloguinho.
Faço um brinde a todos nós, um brinde a Vida, e que tenhamos a oportunidade de continuar juntos por muitos anos.
Amo cada um de vocês......Beijocas nos seus lindos corações.

Marilú

terça-feira, 3 de maio de 2011

Simbiose de Amor...Feliz Dia das Mães


Quando era um simples embrião,
Em estreita ligação, perfeita coesão
Dependendo em tudo e dando vazão,
Às necessidades básicas em profusão.

Quando me alimentava em teu útero,
Carente e frágil tão pequenina, indefesa,
Era para ti muito mais que um feto
E sentia o conforto de tua protetora defesa.

Quando crescia e me formava saudável,
O coração batendo na evolução da vida,
E sempre me sentia em lugar agradável,
Quente, saciada, aceita e tão amada.

Quando nasci ligada ao cordão que nos unia,
Cuja utilidade tinha com eficiência demonstrado
E precisava do teu peito que procurava em agonia,
Revelando a simbiose mais amorosa evidenciada.

Quando carecia de tuas mãos para todo o fim,
Conseguias secar minhas lágrimas sem que falasse,
Seguravas meu corpinho e não vivias sem mim
E cansada me ninavas para que o sono continuasse.

Quando eu crescia e te orgulhavas,
Com o coração transbordante e feliz
Admiravas a tua obra e não lastimavas
Os trabalhos e as noites que lentas eu fiz.

Toda uma vida desabrochou,
De ti apenas dependendo e vivendo,
E em todos os momentos achaste
Que valeu a pena o que passou.

Por tudo isso não há poesia eloquente
Que possa expressar amor tão onipotente,
E não vejo nada mais evidente,
Que essas sensações conscientes,
Verdadeiras, profundas e veementes.
FELIZ DIAS DAS MÃES, AS PRESENTES, AS AUSENTES E AQUELAS QUE GUARDAMOS
PARA SEMPRE EM NOSSOS CORAÇÕES.



domingo, 24 de abril de 2011

História de Orfeu


Na mitologia grega, Orfeu era poeta e músico, filho da musa Calíope e de Apolo ou Eagro, rei da Trácia. Era o músico mais talentoso que já viveu. Quando tocava sua lira, os pássaros paravam de voar para escutar e os animais selvagens perdiam o medo. As árvores se curvavam para pegar os sons no vento. Ganhou a lira de Apolo.

Foi um dos cinquenta homens - os argonautas - que atenderam ao chamado de Jasão para buscar o Velocino de Ouro. Acalmava as brigas que aconteciam no navio com sua lira. Durante a viagem de volta, Orfeu salvou os outros tripulantes quando seu canto silenciou as sereias, responsáveis pelos naufrágios de inúmeras embarcações.

Orfeu apaixonou-se por Eurídice e casou-se com ela. Mas Eurídice era tão bonita que, pouco tempo depois do casamento, atraiu um apicultor chamado Aristeu. Quando ela recusou suas atenções, ele a perseguiu. Tentando escapar, ela tropeçou em uma serpente que a picou e a matou. Por causa disso, as ninfas, companheiras de Eurídice, fizeram todas as suas abelhas morrerem.

Orfeu ficou transtornado de tristeza. Levando sua lira, foi até o Mundo dos Mortos, para tentar trazê-la de volta. A canção pungente e emocionada de sua lira convenceu o barqueiro Caronte a levá-lo vivo pelo rio Estige. A canção da lira adormeceu Cérbero, o cão de três cabeças que vigiava os portões. Seu tom carinhoso aliviou os tormentos dos condenados. Encontrou muitos monstros durante sua jornada, e os encantou com seu canto.

Finalmente Orfeu chegou ao trono de Hades. O rei dos mortos ficou irritado ao ver que um vivo tinha entrado em seu domínio, mas a agonia na música de Orfeu o comoveu, e ele chorou lágrimas de ferro. Sua esposa, a deusa Perséfone, implorou-lhe que atendesse o pedido de Orfeu. Assim, Hades atendeu seu desejo. Eurídice poderia voltar com Orfeu ao mundo dos vivos. Mas com uma única condição: que ele não olhasse para ela até que ela, outra vez, estivesse à luz do sol.

Orfeu partiu pela trilha íngreme que levava para fora do escuro reino da morte, tocando músicas de alegria e celebração enquanto caminhava, para guiar a sombra de Eurídice de volta à vida. Ele não olhou nenhuma vez para trás, até atingir a luz do sol. Mas então se virou, para se certificar de que Eurídice o estava seguindo.

Orfeu rodeado de animais, Museu Cristão-Bizantino, Atenas
Por um momento ele a viu, perto da saída do túnel escuro, perto da vida outra vez. Mas enquanto ele olhava, ela se tornou de novo um fino fantasma, seu grito final de amor e pena não mais do que um suspiro na brisa que saía do Mundo dos Mortos. Ele a havia perdido para sempre. Em desespero total, Orfeu se tornou amargo. Recusava-se a olhar para qualquer outra mulher, não querendo lembrar-se da perda de sua amada. Posteriormente deu origem ao Orfismo, uma espécie de serviço de aconselhamento; ele ajudava muito os outros com seus conselhos , mas não conseguia resolver seus próprios problemas, até que um dia,furiosas por terem sido desprezadas, um grupo de mulheres selvagens chamadas Mênades caíram sobre ele, frenéticas, atirando dardos. Os dardos de nada valiam contra a música do lirista, mas elas, abafando sua música com gritos, conseguiram atingi-lo e o mataram. Depois despedaçaram seu corpo e jogaram sua cabeça cortada no rio Hebro, e ela flutuou, ainda cantando, "Eurídice! Eurídice!"

Chorando, as nove musas reuniram seus pedaços e os enterraram no monte Olimpo. Dizem que, desde então, os rouxinóis das proximidades cantaram mais docemente que os outros. Pois Orfeu, na morte, se uniu à sua amada Eurídice.

Quanto às Mênades, que tão cruelmente mataram Orfeu, os deuses não lhes concederam a misericórdia da morte. Quando elas bateram os pés na terra, em triunfo, sentiram seus dedos se espicharem e entrarem no solo. Quanto mais tentavam tirá-los, mais profundamente eles se enraizavam. Suas pernas se tornaram madeira pesada, e também seus corpos, até que elas se transformaram em carvalhos silenciosos. E assim permaneceram pelos anos, batidas pelos ventos furiosos que antes se emocionavam ao som da lira de Orfeu, até que por fim seus troncos mortos e vazios caíram ao chão.

Algumas interpretações deste mito, dizem que as pessoas que se dedicam a ajudar os outros, (Psicologia, psiquiatria, assistente social e até mesmo aqueles que fazem muita caridade), são pessoas que reconhecem que sofrem ou sofreram algum problema grave e agora buscam estas áreas tentando evitar que os outros, sofram o que eles sofreram, ou seja, é aquele que cura mas que não consegue se auto curar.Dizem ainda que no fundo essas pessoas estão se auto enganando, pois evitar que os outros sofram, não vai apagar o que eles mesmos sofreram.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Um pouco da história da Páscoa...






A Páscoa sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isto muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade. A palavra "páscoa" - do hebreu "pessach"", em grego "paskha" e latim "pache" - significa "passagem", uma transição anunciada pelo equinócio de primavera.

Para entender o significado da Páscoa cristã, é necessário voltar à Idade Média e lembrar que os antigos povos pagãos europeus, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Easter, em inglês, derivada de Eostre, deusa anglo-saxã do amanhecer. Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo em sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade, pulando alegremente em redor de seus pés nus. A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. Ostara equivale, na mitologia grega, a Persephone. Na mitologia romana, é Ceres. Os antigos povos pagãos comemoravam a chegada da primavera decorando ovos. O próprio costume de decorá-los para dar de presente na Páscoa surgiu na Inglaterra, no século X, durante o reinado de Eduardo I (900-924), o qual tinha o hábito de banhar ovos em ouro e ofertá-los para os seus amigos e aliados.

Em hebraico, temos a "Pessach", a chamada "Páscoa Judaica", que se originou quando os hebreus, há cerca de 3 mil anos, celebraram o êxodo e libertação do seu povo, após 400 anos de cativeiro no Egito, pela mão de Moisés. Comemoravam assim a passagem da escravidão para a libertação: saíram do solo egípcio, ficaram 40 anos no deserto até chegar à região da Palestina, terra prometida, atualmente chamada de Israel.

A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na quinta-feira santa. Os fiéis cristãos celebram a ressurreição de Cristo e sua elevação ao céu. As imagens deste momento são a morte de Jesus na cruz e a sua aparição. A celebração sempre começa na quarta-feira de cinzas e termina no domingo de Páscoa: é a chamada semana santa. A data cristã foi fixada durante o Concílio de Nicea, em 325 d.C, como sendo "o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal".
FELIZ PÁSCOA A TODOS OS MEUS QUERIDOS AMIGOS.

domingo, 17 de abril de 2011

Sómente amar...

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Amar
Amar é olhar para dentro de si mesmo, e dizer:
Eu quero
É viver intensamente.
É sonhar com uma gota de realidade
e realizar um gota desse sonho.
É estar presente até na ausência.
Amar é ter em quem pensar.
É razão que ninguém teria razão para nos tirar.
É ser só de alguém e nunca deixar esse alguém só.
É pensar em você tão alto a ponto de você escutar.
Amar é ir até a morte.
É acordar para a realidade do sonho.
É vencer através do silêncio.
É ser feliz até com um pouco quando muito não é bastante.
Amar é dar anistia ao seu coração.
É sonhar o sonho de quem sonha com você.
É sentir saudade.
É chegar perto na distância.
Amar é a força da razão.
É quando os momentos são eternos.
Amar é ser adulto e se sentir criança.
É viver a vida em versos e ao inverso.
E você é tudo que um dia eu pedi para amar.