Gosto dos livros velhos,
aqueles que estão empoeirados,
alguns já perderam a capa.
Gosto dos velhos livros,
pois toda vez que pego
um deles,
sinto quantas mãos já o folhearam,
quantas lágrimas foram derramadas
sobre ele,
quantos sorrisos de felicidade ele
proporcionou,
quantas vezes ele ficou sobre
os olhos do leitor, que adormeceu
lendo suas linhas.
Quantas vezes ele caiu no chão,
e foi ali deixado.
Quantas juras de amor
ele presenciou.
Quantas juras de amor
ele presenciou.
Quantos sonos ele velou.
Quantos sonhos ele embalou.
Cada livro é um confessionário,
são conselheiros, guardam segredos,
rosas daquele primeiro amor,
hoje secas, mas ainda lhe resta
algum perfume.
Gosto daqueles livros que estão
rabiscados, sublinhados, frases
que disseram muito a alguém em determinado
momento.
Gosto de livros envelhecidos
pelo tempo,
que já viajaram muito,
que além da história que neles
está escrita,
existe a história desse livro que
pertenceu a tantas pessoas,
tem tantas dedicatórias,
e continua em sua trajetória.
Gosto de livros envelhecidos
pelo tempo,
que já viajaram muito,
que além da história que neles
está escrita,
existe a história desse livro que
pertenceu a tantas pessoas,
tem tantas dedicatórias,
e continua em sua trajetória.
Lindos romances, grandes histórias, todas
elas estão nesse universo de encanto e magia
chamado Livros.









