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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Reencontro






 Às vezes, esqueço de mim.
 Mas hoje, marquei um encontro comigo.
 Fazia tempo que não me olhava de frente, de perto.
 Não posso me atrasar...
 Estou ansiosa pelo encontro!
 É que de repente bateu uma saudade louca de tudo,
 dos amigos antigos, das pessoas que passaram pela minha vida,
 até dos amores que não deram certo, da infância,
 do tempo que que eu deitava a cabeça no travesseiro
 e só tinha coisas boas pra pensar, nada de preocupações, decepções...
 E ali eu tinha certeza de ser feliz!
 Ali eu aprendi a ser feliz, e segui praticando a lição, a duras penas.
 Só de pirraça, só por teimosia, decidi ser feliz pra sempre. 
E tenho sido, mesmo quando não sei perceber. 
Não tenho saudade de ser feliz, tenho saudade de quem eu sou quando reconheço isso.


Marilú

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Criança do Sertão e a seca...



Sou criança do sertão,
da casinha de sapê,
falta tudo, desde água,
sobra amor e muita fé.

Na família onde nasci,
pai e mãe e oito irmãos,
só não falta a esperança,
que dias melhores virão.

Mainha saí cedo pra roça,
ligeira pra capinar,
passa o dia inteiro fora,
para a noite retornar.

Eu e meus irmãos pequenos
com fome a esperar,
o que será que teremos
hoje para jantar?

As vezes de mãos vazias,
com os olhos marejados,
ela olha e diz....
hoje não consegui nada.

Mainha olha o fogão de lenha,
sem nada pra cozinhar,
mistura água e farinha
e nos dá para tomar.

Mas no fundo daquele olhar,
tem muito mais que alimento,
tem amor, dedicação,
que supera o sofrimento.

Sou criança, sou poesia,
de uma terra castigada,
mas tenho certeza que um dia
eu serei recompensada.

Crianças do meu País,
nunca deixem de sonhar,
que o futuro nos espera
para o mundo melhorar.

Que todas as crianças do mundo 
possam ter os mesmos direitos,
direito a vida,
direito a alimentação,
direito a saúde,
direito de ser criança.

Marilú


sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quanta saudade você deixou





Quantos projetos ficaram apenas no papel, 
quantos sonhos não realizamos, 
quantas viagens deixamos de fazer.

Quantos por do sol deixamos 
de ver juntos do nosso 
jardim.

Quantas estrelas deixamos 
de contar.
Quantas luas cheias deixamos
de admirar.

Quantos dias de  
felicidade passamos a 
beira mar, 
tudo era motivo 
para rir, era pura alegria
de viver.

Quantas noites de amor
deixamos de viver. 
Quantos beijos ardentes 
deixamos de trocar.

Quantas palavras ficaram 
sem ser ditas,
quantas frases inacabadas.

Quanto amor você 
deixou no meu coração, 
sinto tua falta,
 e quanta
saudade 
você deixou em mim.


Marilú




sexta-feira, 22 de junho de 2012

Prof. Corujinha e os Anjos



Olá criançada hoje eu o Prof. Corujinha vou falar 
sobre os Anjos.


Anjos divinos, 
pairando no ar, 
os vejo em meus sonhos, 
a me embalar. 

Anjos bondosos, 
me guardem e me guiem,
estejam comigo, 
a noite e de dia. 

Anjos tão lindos, 
de asas branquinhas, 
protejam e guardem 
todas as criancinhas.

Anjos são seres, 
cobertos de luz,
moram no céu, 
juntinho a Jesus. 

Ao Anjinho da Guarda 
vou sempre rezar, 
e sempre ao meu lado 
ele vai ficar. 


Marilú

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Diálogo da Partida





Hoje está uma noite linda, céu estrelado,
lua brilhante no céu, do jeitinho que
você gostava.

A lua te encantava, principalmente
quando era lua cheia, você fica
perdido durante horas a
olhar para ela.

Eu dizia sempre, a lua nada me diz,
mas hoje acho pq dizia isso,
eu tinha ciúme da atenção que
você dava a ela.

Essas noites me trazem de volta
nossos momentos plenos
de amor e felicidade.

Um chalé na montanha,
uma praia de pescadores
quase deserta,
um barzinho com música ao
vivo.

Você sempre dirigia de
mãos dadas comigo,
idas e vindas, sempre
tínhamos assunto.

Éramos mais que namorados,
amantes, éramos acima
de tudo amigos,uma amizade
que para mim será sempre
eterna.

Sinto falta das tuas brincadeiras,
do teu jeito menino de ser,
da vida que tivemos juntos,
sinto falta de você.


Marilú

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Cartas Marcadas



A vida é um jogo de 
cartas marcadas,
seladas,endereçadas
a cada um de nós.

Entregues pelo vento, 
o mensageiro do tempo.

Façam seus jogos,
a roleta da vida
não pode parar,
é perder ou ...ganhar.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Palco da Vida



Mais uma peça a ser montada no Palco da Vida... 
É um monólogo, apenas uma atriz 
em cena.

Veio endereçada a mim, 
li e reli, e perguntei-me?
Será que consigo representá-la?

Havia muitas páginas, algumas 
delas eu queria simplesmente rasgar,
descartar, mas não era possível,
a peça ficaria incompleta.

Dia de estréia, platéia lotada, 
ingressos esgotados, 
e atrás das cortinas do palco, eu tremia.
Como saber se agradaria a todos?

Abrem-se as cortinas, 
luzes, ação.
E lá estava eu com uma rosa
branca em uma das mãos
olhando nos olhos de cada espectador.

Fiquei surpresa ao ver que meu público 
eram todas as pessoas que haviam
passado pela minha vida.

Vi rostos que tanto amei, 
amigos, pessoas muito queridas, 
mas haviam também pessoas,
que muito me magoaram e que eu 
também magoei.

O medo dominou-me, 
eu queria fugir dali, 
mas algo dentro de mim, 
disse-me:
"Coragem, chegastes até aqui, 
nunca fugistes de nada, 
encena tua peça". 

E assim eu fiz, eram três atos.
Ao final, 
abracei aqueles a quem amava, 
pedi perdão a quem magoei, 
e perdoei a quem me magoou, 
e fui aplaudida de pé, 
sentei e chorei, 
neste palco chamado vida.