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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Adeus.......


Vejo-te partir,
e não tenho
como te pedir
para ficar.


Sei que é
uma viagem sem
volta.


Podias ter adiado
tornado menos
triste a
nossa despedida.


Não me recebestes
com flores,
desta vez fui eu quem
as trouxe.


São as tuas preferidas,
orquídeas.


Tiro-as do vaso,
e coloco sobre
tuas mãos.


Já não podes mais
sentir o perfume.


Teu rosto está
tão sereno,
lindo,
dou-te um beijo,
o último beijo,
leva-o contigo.


Nos meus lábios,
ainda sinto os
teus,
mesmo inertes.


Adeus......

Marilú

sábado, 10 de julho de 2010

Decifra-me




Decifra-me com muitas
ou apenas uma
palavra.


Decifra-me como mulher,
como fêmea.



Decifra meu corpo e
minha alma,
minha carne,
e todo meu ser.


Decifra a quem amei,
a quem me amou,
a quem deixei de
amar.

Decifra meus pensamentos,
meus medos,
meus sonhos.



Decifra meu ontem,
meu hoje,
e talvez meu amanhã.



Decifra a vida que desejei,
aquela que vivi,
e aquela com que eu
sonho.



Decifra minhas atitudes,
meus erros e
acertos.



Decifra as verdades
que disse,
e as mentiras
que tive vontade de
dizer.


Decifra o mundo que
criei,
e o que vivo na
realidade.


Decifra a saudade
que sinto,
e aquela que gostaria
de ter sentido.



Decifra os melhores
momentos da
minha vida,
e porque os perdi.


Decifra por quem
derramei minhas
lágrimas,
e se tive motivos
para derramá-las.


Decifra a tristeza,
o sofrimento,
a dor,
de perder e ganhar,
e sofrer por
um grande amor....


Decifra-me



Marilú

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Paixão.........


Lembro de tudo o que vivemos,
em cada detalhe,
poderia hoje escrever
um livro do
nosso amor.

Nossas noites passadas
a luz das estrelas,
meu corpo nú,
em teus braços,
somente a lua por
testemunha.

Nossas juras de amor,
eterno,
as palavras marcadas,
nossos corpos envolvidos,
ávidos, sedentos,
de amor.

Nosso mundo era tão nosso,
nada nos importava,
tínhamos um ao outro,
do que mais precisávamos?

Nossa paixão enlouquecida,
nos bastava.
Éramos apenas um
homem e
uma mulher,a meia luz
a dois,
a sós.

O tempo parava,
quando nos amávamos.
Éramos magos na arte
de amar.

Beijos ardentes,
carícias ousadas,
corpos suados,
assim era o nosso
amor.

E durante longo
tempo,
vivemos essa
doce loucura,
esse amor sem barreiras,
te quero de volta..
outra vez...

Marilú

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Proposta


Eu te proponho,
viver um sonho.

Só uma dança,
depois....
quem sabe...

Apenas um beijo,
que é só...desejo.

Uma noite de
amor,
ardente, envolvente.

Adormecer em teus
braços,
escutar as batidas
do teu
coração.

Te proponho,
não amor eterno,
somente enquanto
durar.

Sejas só meu,
serei só tua.

Minha alma e
a tua estarão
juntas,
unidas,
serão apenas
uma.

Tua respiração
e a minha,
teus sonhos
são meus.

Velo por ti,
enquanto dormes,
és lindo,
sublime.

Meu amor é
tão louco
por ti,
que quando fechas
os olhos contigo
eu sonho.

Marilú

sábado, 3 de julho de 2010

Conversa com o espelho....


Hoje tive uma longa
conversa com o
espelho.

Perguntei-lhe onde
ficou perdida a
minha juventude.

Olho-me hoje e não
mais me reconheço.
Onde ficaram os longos cabelos,
os olhos sempre alegres,
o sorriso que a todos
encantava.

Onde está aquela mulher
cheia de sonhos,
objetivos,
em que parte do tempo
se perdeu.

Hoje vejo alguem que
não sou eu.

Sou uma cópia sem cor
do que fui a muito tempo atrás.
Os sonhos se foram, talvez eu
esperasse mais da vida
do que ela tivesse a me
oferecer.

Vejo uma mulher envelhecida
pelo tempo,
há rugas por todo meu
rosto,
minhas mãos perderam a
suavidade,
meus olhos revelam a tristeza
que há em mim.

Sou igual a um barco
a deriva,
sem rumo,
sem direção,
sendo jogada de um lado
para o outro do oceano.

Não sei onde lançar minha
âncora.
Onde achar um porto para aportar.

Quero descer em terra firme
criar raizes novamente,
amar e ser amada,
voltar a olhar-me
no espelho
e dizer para mim mesma
que sou feliz.


Marilú




sexta-feira, 2 de julho de 2010

Vida Abstrata


Com traços abstratos
pintei a tela
da minha existência.

Entre riscos claros e fracos,
e algumas pinceladas
mais longas e escuras,
fui retratando tudo o
que vivi.

Meu pequeno mundo,
ou meu mundo tão pequeno,
resume-se a um quadro,
tão abstrato quanto eu.

Deixei meu quadro exposto
na galeria da vida.

As pessoas param e olham,
tentam entender,
emitem opiniões.

Diante de tanta abstração,
talvez nem eu
que o fiz,
consiga decifrá-lo.


Marilú

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Vem....


Quero que olhes para mim,

mas quero que olhes

com os olhos da alma.



Não quero que vejas

apenas o envólucro,

olha quando minhas

lágrimas molham-me

a face.



Olha quando meus lábios,

já não sorriem,

olha minhas mãos tremulas,

pedindo pelas tuas.



Olha quando meu

coração,

quase para,

de tanto amor.



Olha-me como um todo,

sente que meu corpo

pedi por ti.



Estou sedenta pelos

seus carinhos,

quero-te para toda uma vida.



Vem...espero-te..

não demores....